Não último não
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This post is brief, belated, and mostly meant for Bonfácios.
In brief, back in January I had thought that the blog was done. My parent’s successful trip to Brazil seemed to bring the story to an end. But since then I have heard from so many of you cousins, aunts, and uncles, and I heard from the folks and seen from the emails and comments here that you enjoy reading these posts, so I am going to continue, or create a new blog altogether on whatever theme the next chapter seems right to be.
Without the help of my professional translator, I will try to say that again here in Portuguese–espero que vocês entenderão!
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Querida família! Vocês estão bem longe do meu apartamento mas bem perto do meu coração. Fique tanto feliz em ouvir as detalhes da viagem do meus pais e as aventuras boas do que eles compartilharam com vocês. Tenho muitos reacções e pensamentos e sentimentos, mas sobre tudo estou de saudades se tudo mundo. Foi um ano atraz que foi lá neste dia e nunca esquecerei tão preciosa foi a experiência. Desejo muito de voltar.
E também meus pais e seus emails neste inverno me indica que devo continuar no blog. Achei que foi completo, mas agora acho que vale a pena muito continuar. Então, vou continuar ou vou criar um blog novo, para fazer o capitulo segundo dessa aventura. Espero que tudo mundo fica confortável com pensar neste blog como uma lugar virtual da nossa família, onde poderíamos ligar, comentar, e conectar uns aos outros.
Te amo muito. Deus te abençoe muito muito.
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Beijos,
Andrea
Até Próxima (Português)
Este ano não vou poder comemorar as festas de fim de ano com minha família. Isso vai ter que esperar até 2011. Enquanto isso estou dedicando este capítulo aos meus pais. Feliz Natal antecipado, pessoal!
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Meus pais finalmente farão sua viagem bastante atrasada ao Brasil. Eles partirão em cerca de uma semana. Desta vez acho que eles vão conseguir. Os problemas com o consulado do ano passado estão acabados, o itinerário está definido e os bilhetes estão na mão. Tudo o que resta é embrulhar os presentes, os remédios, os chinelos , e entrar com suas coisas a bordo do avião.Em meio a tempestades de inverno precoce e ventos de um frio cortante, aconchegados em casa debaixo de 35 centímetros de neve, mamãe tenta imaginar o que levar para a segunda cidade mais quente no Brasil no segundo mês mais quente do ano, em êxtase devido à insistência de sua cunhada de que as últimas semanas têm sido excepcionalmente sufocantes, mesmo para os padrões de Natal.
Em poucos dias, ela vai se sentar diante de sua mala, ainda não completamente pronta para enchê-la, pouco tempo depois, ela vai se sentar diante da mala de novo, desta vez mais do que pronta para esvaziá-la. Dez anos de preparação, mas a viagem em si é simples: cai no sono em Atlanta e acorda bocejando no Rio. Então sonolentamente se escorrega para o Norte, em direção aos braços abertos da família. Ainda assim não foi fácil.
Ainda que o resultado final seja gratificante e traga grande alegria, assim como no parto, existe dor no processo. O desejo impulsiona mamãe à frente, mas os preparativos de viajem a empurram para trás. Há uma sombra mesclada a uma vívida antecipação e aos planos de última hora. Não vai ser como era no passado. Minha Avó, a mulher que minha mãe tinha como melhor amiga, conselheira e confidente, faleceu há vários anos – este foi o motivo da última viagem da minha mãe ao Brasil: dizer adeus. Agora quando voltar ela vai enfrentar essa ausência.
Sou abençoada por não ter tido que enfrentar essa perda, posso apenas imaginar como é. Enquanto isso os irmãos de mamãe viram a cidade e a família crescer e mudar em torno dessa lacuna, dobrando e atenuando as arestas com o passar tempo. Mas minha mãe vai colidir com essas arestas e não importa o que digam, no princípio elas serão afiadas.
Mas no final essas arestas serão atenuadas e tudo ficará bem. Com o regresso da minha mãe, os filhos e filhas de minha avó terão um pouco de sua mãe de volta. O restante virá através de suas conversas, suas lembranças, suas lágrimas e sorrisos: Saudades. Mamãe vai viajar milhares de quilómetros durante a noite pousará em Natal cansada, esgotada pela viagem, chorosa e feliz. Vovó vai aparecer numa rajada de conversa animada, com os olhos brilhantes, os cabelos castanho-chocolate, cheia de sabedoria e graça. Ao ver minha mãe, seus irmãos se lembrarão de vovó e exclamarão: “Como você se parece com ela!” E será como se nenhuma delas nunca tivesse partido.
Haverá também muitos outros para preencher a lacuna: sobrinhas, sobrinhos, sobrinhos-netos, primos, primos de segundo grau, primos de terceiro grau, primos distantes, bebês e mais bebês. Antigos vizinhos, professores, amigos e amigos de amigos. Mamãe terá os braços cheios repetidas vezes, por todo o tempo em que estiver lá. Todo mundo vai falar ao mesmo tempo, interromper, falar sem pensar e fazer provocações. Seu clamor alegre durará por toda a noite. Os vizinhos podem inicialmente reclamar, mas depois vão acabar se juntando a eles. Papai vai balançar a cabeça e sorrir enquanto mamãe vai muitas vezes chorar de alegria.
A experiência parece profundamente sufocante, encharcada de emoções, saturada, extraordinário. Espero que eles tirem muitas fotos. Espero que mamãe tenha sucesso onde eu falhei e tire fotos da família inteira, todos amontoados, seus rostos aparecendo por entre os cotovelos e os braços que envolvem os ombros uns dos outros. Espero que eles aproveitem cada chance de desfrutar algo de bom. Espero que comam muito e durmam bem tarde. Espero que eles passem muito tempo ao sol, chutando a areia de mãos dadas. Espero que consigam entrar na base militar como papai sonha fazer, chegando ao lugar exato onde ele viveu e trabalhou.
Espero que mamãe lembre Português suficiente para provocar meu pai sem ele saber. Espero que ele tenha paciência com ela por isso, ou pelo menos que responda à altura. Espero que eles às vezes fiquem sem palavras ao revisitar o passado e os lugares cheios de lembranças, que sejam tocados a ponto de ter que ficar em silêncio.
Mamãe e Papai Espero que mamãe me ligue muitas vezes enquanto estiver lá e que me descreva com riqueza de detalhes tudo o que estiver acontecendo. Espero que ela encontre muitos familiares sorridentes, velhos amigos e parentes dos parentes e amigos dos amigos até que perca a conta de todos os nomes. Espero que ela tente me dizer seus nomes e insista que eu os tenha conhecido e que eu deveria lembrar quem são eles, e que fique meio irritada quando eu insistir que não lembro. Espero que viajem com segurança e voltem com malas cheias de muitas lembranças . Espero nunca mais ouvir o final desta história.
A comemoração de Natal de nossa família será um pouco tarde, a fim de dar a meus pais tempo para retornar ao frio americano, na costa Noroeste do Pacífico. Eles estarão de volta a Spokane no Dia de Ano Novo e eu estarei lá não muito depois disso. Vamos todos juntos, empilhados na sala em meados de janeiro em volta de uma árvore de Natal descaradamente tardia, compartilhando as experiências sem nunca parar de falar. Papai dará gargalhadas e mamãe vai chorar um rio de lágrimas. Então vou lhe passar a caixa de lenços de papel, se é que vai sobrar algum depois de eu terminar de usá-la.
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Adendo…
Eu comecei este blog e minha própria viagem a Natal com uma foto em mente, esta que mostro abaixo. Possuo essa foto desde fevereiro último, infelizmente não pude postá-la no momento em que a tirei como havia planejado. Mas agora me parece a hora certa.
Os quadros saíram bonitos e tia Dinha parecia tão contente que eu hesitei em avisá-la que os quadros colocados perto da luz do sol de sua varanda vão desbotar mais rápido, e já até desbotaram um pouco. Mas assim é Natal, quem pode escapar do sol? Eles deviam baixar uma lei do bronzeado: Bronzeie-se ou desapareça!
Estou muito feliz por ter estado lá pessoalmente para ver o grande sorriso de tia Dinha e abraçar seus ombros rechonchudos. Mamãe e papai serão os próximos, e eu não posso esperar para ouvir a respeito. Espero que logo em seguida venha outra foto como esta. E já era tempo! Espero que logo, uma foto mostrará a nós quatro, ou umas quarenta pessoas, caso meus primos apareçam para uma visita. Mamãe me lembra de que a Copa do Mundo de 2014 está bem próxima. É hora de começar a procurar por vôos baratos…
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Beijos,
Andrea
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© Andrea Bonifacio and Sondo Saudade 2009-2010. Unauthorized use and/or duplication of this material without express and written permission from this blog’s author and/or owner is strictly prohibited. Excerpts and links may be used, provided that full and clear credit is given to Andrea Bonifacio and Sondo Saudade with appropriate and specific direction to the original content.
Don’t Stop (Não Pare)
Many of my writings here in Sondo Saudade have been about being a stranger in a strange land—about being a Brazilian in the U.S., or becoming less American and more Brazilian, or just trying to make oneself understood no matter what the geography or nationality. During this time I have also been gathering photos, writings, and other materials and using them to create digital collage portraits that illustrate the blurred lines, hazy glows, and overlap of thoughts and memories that come with true transformation: Reassemblage of self, redefinition of identity, and relinquishment of control.
Three of these images were recently accepted for inclusion in a public art program in Perm, Russia. They will be included as one of many installations of art in bus stops and stations throughout the city.
Here are the images as well as some related sketches.
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Muitos dos meus escritos aqui no Sondo Saudade foram sobre ser um estranhonuma terra estranha, especificamente, um brasileiro em os EUA, ou tornar-se menosamericano e mais brasileiro, ou apenas a tentar fazer-se entender que não importa a geografia ou a nacionalidade. Durante esse tempo eu também estive reunindofotografias, textos e outros materiais e utilizá-las para criar retratos colagem digitalque ilustram as linhas borradas, brilhos nebuloso, ea sobreposição de pensamentos e lembranças que vêm com a verdadeira transformação: remontagem de redefinição, auto de identidade, e devolução do controle.
Três dessas imagens foram recentemente aceitos para inclusão em um programa de arte pública em Perm, na Rússia. Eles serão incluídos como uma das muitas instalações de arte em paradas de ônibus e estações de toda a cidade.
Aqui estão as imagens, assim como alguns desenhos relacionados.
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Até Próxima (Until Next Time)
I won’t be able to celebrate the holidays with my family this year—that will have to wait until 2011. In the meantime, I’m dedicating this next chapter to my parents. Merry early Christmas, folks!
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My parents are finally taking their long-delayed trip to Brazil. They’re leaving in about a week. This time, I think they’ll make it: Last year’s consulate conundrums are over and done, tickets and itinerary are declared and in-hand, and all that’s left is to pack the presents, the prescriptions, and the flip-flops, and get themselves and their stuff on that outbound plane.
Amidst early winter storms and bracing cold winds, in a house huddled under fourteen inches of snow, Mom is trying to imagine what to bring along to the second-warmest city in Brazil on the second-hottest month of the year, swooning at her sister-in-law’s insistence that the past few weeks have been exceptionally sweltering, even by Natal standards.
In a few days, she’ll sit before her suitcase, still not quite ready to fill it; a short time after that, she’ll sit before it again, more than ready to empty it. Ten years in the making, the trip itself is straightforward: Nod off in Atlanta, yawn awake in Rio, then a sleepy slip up north into the open arms of a família. Still, it’s not been easy.
Though the end result will bring gratitude and great joy, like childbirth, there’s pain in the process. Desire is pulling Mom forward and travel-prep tasks push her from behind, but there’s a shadow mixed in with sunny anticipation and last-minute planning. It will not be like it was in the past. My avó, the woman Mom thought of as best friend, counselor, and confidant, passed away several years ago—that was the occasion of my mother’s last trip to Brazil, to say goodbye. When she returns there now, she will to face that absence.
I am blessed to not have to have faced that loss and I can only imagine how it feels. In the meantime, her siblings have seen the city and the family grow and change around that gap, folding and dulling its edges with time. But Mom will bump up against those edges, and no matter what anyone says, at first they will be sharp.
But ultimately, those edges will soften—eventually, it will be alright. With my mom’s return, Vóvó’s sons and daughters will have a piece of their mother back again; the rest of her will arrive through their conversations, their remembrances, their laughter and tears: Saudades. Mãe will fly overnight for a few thousand miles and land in Natal exhausted, travel-worn, tearful, and happy. Vóvó will arrive in a gust of cheerful chatter, with shining eyes, rich chocolate-brown hair, wisdom, and grace. Her children will remember her, seeing Mom, and exclaim, “You look just like her!” And it will be as if neither of them had ever left.
There will be plenty to of others to fill that gap, too: Nieces, nephews, grand-nieces, grand-nephews; cousins, second cousins, third cousins, cousins-removed; babies and more babies; old neighbors, teachers, friends and friends of friends. Mom will have her arms full, again and again, every day that she is there. Everyone will be talking at once, blurting and interrupting and teasing, their convivial clamor lasting long into the night. The neighbors may complain, but then they’ll come over and join in. Dad will nod and smile as Mom weeps for joy repeatedly.
It sounds positively smothering—sodden with emotions—saturated—exquisite. I hope they take lots of pictures. I hope Mom succeeds where I failed and gets photos of entire families all crowded together, faces peeking around elbows and arms around each other’s shoulders. I hope they take every chance to enjoy everything good. I hope they eat too much and sleep in too late. I hope they spend too much time in the sun, kicking the sand and holding hands. I hope they get to enter the army base as Dad’s been dreaming to do, reaching the very spot where he lived and worked.
I hope Mom remembers enough Portuguese to tease my Dad without him knowing it. I hope he’s patient with her for it—or at least gives as good as he gets. I hope they are, from time to time, left without words—revisiting the past and places full of memories, moved to the point of silence.
I hope Mom calls me often while she’s there and goes on and on and on describing far too many details of everything that’s happening. I hope she meets so many smiling relatives and old friends and relatives of relatives and friends of friends that she loses track of all their names. I hope she tries to tell me their names and insists that I met them too and that I should remember who they are and gets slightly miffed when I insist I don’t. I hope they travel safely and come back with suitcases packed with too many souvenirs. I hope I never hear the end of it.
Our family’s own Natal celebration will be um pouco tarde, to give them time to return to the chilly Pacific Northwest. They’ll touch base back in Spokane on New Year’s Day and I’ll be there not long after that. We’ll all pile together in the living room mid-January around a shamelessly belated Christmas tree and share and share and never shut up. Dad will laugh loudly and Mom will cry a river. I’ll pass her the box of Kleenex if there’s any left after I’m through with it.
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Addendum…
I started this blog and my own trip to Natal with a photo in mind, the one shown below. I’ve had this photo since last February—unfortunately, I wasn’t able to post it at the moment that I captured it, as I’d planned. But now seems like the right time.
(The art looks nice and Dinha is so pleased; I hesitate to warn her that art placed too near the bright sunlight of her balcony will fade more quickly—it already has, slightly. But this is Natal, and who can escape the sun? They should post the Tan Law at all borders: Be browned or fade away!)
I’m so glad I was able to be there in person, to see Dinha’s big smile and embrace her round shoulders. Mom and Dad are next, and I can’t wait to hear about it. I expect another photo like this will come soon after—it’s about time, too. I hope that soon after that, the photo will feature all four of us—or forty, if my cousins drop in for a visit.
World Cup 2014 is just around the corner, Mom reminds me. Time to start looking for cheap flights.
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Beijos,
Andrea
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© Andrea Bonifacio and Sondo Saudade 2009-2010. Unauthorized use and/or duplication of this material without express and written permission from this blog’s author and/or owner is strictly prohibited. Excerpts and links may be used, provided that full and clear credit is given to Andrea Bonifacio and Sondo Saudade with appropriate and specific direction to the original content.
Os Homens Brasileiros
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Traduzido por Rosalia Cunha. Para inglês (escrito 30 Sep 2010, clique aqui.)
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Não sei muito sobre os homens brasileiros além do que vejo pelas ruas de Nova York ou enchendo os bares durante a Copa do Mundo. O que sei sobre o assunto é o que aprendi até agora com minha família aqui no Brasil e no exterior. Tudo que sei é que ainda tenho muito que aprender.
É uma linha tênue: Dentro do contexto particular da minha fé, sou ensinada a seguir o caminho do Espírito, e não o da sensualidade. No entanto, em quase todas as minhas interações sociais, eu ainda dependo a linguagem corporal, de expressões faciais, e outros sinais não verbais para me comunicar e interagir com os outros. Acrescente a isso o jeitinho brasileiro: A celebração do belo e audacioso, uma cultura de toques e abraços, da comunicação despreocupada, de confortar através do contato físico. Por sua própria flexibilidade de vocabulário e gramática, a língua que falam facilmente mescla (ou confunde) intimidade e imediatismo, o que apresenta inúmeras oportunidades de tropeçar ou escorregar.
Ouço expressões, escuto conversas, e então me pego perguntando: O que ele quis dizer com isso? Quando ela disse algo a respeito dele, aquilo significava que eu pensei que significava? O que significa essa palavra? Quer dizer, o que isso significa agora? E como faço para responder sem parecer estúpida, maldosa ou insensível? Volto-me para minhas sábias conselheiras e boas intérpretes (leia-se as inteligentes mulheres brasileiras) em busca de ajuda para entender o que está acontecendo. Oro muito, ouço, respondo e vejo o que acontece.
Não posso imaginar como era para meu pai. Considerando sua criação impassível: infância em uma fazenda em Washington, os pais de origem anglo-suíça, seus estudos universitários nas salas de lógica da engenharia elétrica, sua experiência militar e as suas expectativas de uma disciplina rigorosa. E além de tudo, ele não sabia a língua nada bem! Como ele fez para conseguir ao menos começar a se relacionar com esta gente, ainda mais quando o relacionamento evoluiu? Eu gostaria de poder voltar no tempo e ser uma mosquinha na parede pra poder ver como tudo aconteceu… que interessante aquele tempo deve ter sido! Sei o que os pais de meu pai eram afetuosos e delicados, mas de tipo contido, pragmático e reservado. Ele deixou sua casa numa pacata cidadezinha no campo, e viajou para o intenso calor do equador, um calor que derrete… E no “maior abraço da terra”, minha mãe, sua família e toda sua cultura abriram-lhe os braços.
Ele me descreveu uma dessas primeiras interações, um dos momentos mais engraçados. Foi numa das primeiras vezes em que ele foi até a casa de mamãe para conhecer sua família. Ele estava sentado com ela na sala, e para qualquer outro homem que entrava na sala, minha mãe dizia, “Esse é meu irmão… Ah, e esse é meu irmão… e esse é meu irmão…”
Eu amei reunião irmãos de minha mãe. Eles comentaram sobre como me pareço com sua irmã, todos eles choraram quando me viram pela primeira vez e, novamente, quando eu saí. É como uma brincadeira de família o quanto meus tios são emotivos e como choram mais que suas esposas.
O tio com quem passei mais tempo com foi Tio Nivaldo, o irmão mais velho. Nivaldo é calvo, os cabelos já brancos e um sorriso maravilhoso e aberto semelhante ao de um Papai Noel. Na sua foto no álbum de casamento de minha mãe, ele parece um cruzamento entre Sean Connery e Kevin Spacey. Agora está mais parecido com Burl Ives. Sua voz é áspera e ele pronuncia as frases bruscamente, como se fossem uma série de latidos ásperos e de certa forma medidos. Assim como com tia Leda, demorou um tempo para eu compreender o seu Português, embora, eventualmente, eu tenha pego o jeito dela.
Tio Nivaldo tem um ótimo senso de humor e gosta de provocar. Aleatoriamente e de forma divertida, quando eu esperava que ele dissesse, “Boa noite” ou “Muito Obrigado”, ele declarava: “Good night!” ou “Thank you very much!”. Ele fazia isso de uma forma que demonstrava sabia como dizer aquilo em Inglês, bem como sabia o quanto ele era engraçado ao fazê-lo.
Certa manhã, eu pedi à cozinheira para fazer ovos mexidos com tomate e cebola para o café da manhã. Tio Nivaldo quase cuspiu a torrada, de tão chocado. Ele falou pra tia Leda sobre isso, falou pro meu primo, falou pro empregado… Mas poucos minutos depois, vendo como eu adicionava molho de pimenta àquele prato estranho, ele brincou: “Por que você não coloca milkshake, também?” Quando lhe ofereci que esperimentasse, ele riu e balançou a cabeça dizendo: “Nao SEM o milkshake não!”
É interessante comparar as lembranças de quando estive lá recentemente àquelas de quando era criança, no início dos anos 80. Lembro-me de Nivaldo da época anterior: Seus cabelos eram cor de prata, era mais magro, tinha menos rugas e eles viviam em uma casa mais barulhenta. De seu irmão mais novo, Tio Aluisio, também me lembro claramente naquela época: os olhos escuros, a pele curtida do sol, o sorriso sonolento, a fala arrastata e nasal; seu jeito relaxado na mesa de jantar depois de muita comida e vinho; ele dançando comigo na minha festa de aniversário. Os bons momentos que teve na juventude estão lentamente lhe alcançando. Ele agora precisa estar mais atento à sua dieta, mas não é muito bom nisso.
Logo no início, quando tia Linda me ajudava a planejar a viajem, tio Aluísio se juntou a nós numa chamada de Skype. Seu rosnado baixo se arrastava pesadamente pelos alto-falantes de meu computador no tom monótono de um ex-fumante, um astro de rock envelhecido. Eu não entendi uma única palavra do que ele disse, mas fiquei muito feliz por tentar.
Estes dois tios me perguntaram a respeito de minha fé. Eu realmente não e esperava por isso. No começo eu pensei que era apenas por curiosidade, mas logo percebi a família estava preocupada com esta religião estranha em que fui me meter. Em um churrasco na casa de praia da Bete, Tio Aluisio discretamente perguntou se eu rezava para os santos católicos. Eu disse que não, explicando o que eu sei sobre como “santo” é definido nas Escrituras. Ele aquiesceu, mas não discutiu minha resposta. Como seu rosto estava coberto com grandes óculos escuros e um boné de jornaleiro cáqui, era difícil dizer se ele entendeu e muito menos se concordou com o que eu disse. Mas ele pareceu levar minha resposta bastante a sério.
O irmão mais novo de mamãe é Tio Raul. Ele tem um sorriso doce e a natureza gentil. Na viajem anterior, lembro-me de ir sua casa numa zona rural fora da cidade. Lembro-me das galinhas salpicadas de preto e branco, dos pintinhos amarelos e fofinhos, e dos lagartos marron-claros dançando entre os arbustos secos. Desta vez, eu o vi muito rapidamente, quando ele parou na casa de tia Leda por alguns minutos na ida para o trabalho. Só houve tempo para um abraço, olhar nos olhos um do outro, abraçar de novo e dizer adeus. Não foi suficiente.
Acho que se vivesse mais perto da família da minha mãe, meu pai e seus cunhados se tornariam bons amigos. Imagino que foi assim para meu pai no começo: Eles o tornaram parte da família. O que eu sei é que quero uma amizade mais íntima com meus primos. Neste momento, penso particularmente nos sobrinhos de minha mãe.
Penso em meu primo Kleber, cheio de energia, os olhos arregalados de interesse, fazendo muitas perguntas sobre a cultura e o estilo de vida americanos, e sobre o que eu penso do Obama. Quando enchi meu prato de saladas verdes no self service em Mangai, ele ficou admirado. Pelo que viu em suas viagens aos EUA, ele pensou que todos os americanos só comiam sanduíches, pizza e batatas fritas. E tem o Carlinhos – em minha visita anterior, ele estava morando na casa de meus avós e então, me levava a toda parte, pelas ruelas de pedra esburacadas de Natal a bordo de seu fusca “azul calcinha.” Desta vez, ele me levou para ver a parte velha, a zona histórica da cidade, me mostrando a arquitetura dos prédios do governo e as igrejas antigas.
Meu primo Joscelino é um amor. Lembro como eu ria com ele e minha prima Chirstima na viajem anterior e como colocava minhas presilhas de plástico cor-de-rosa em seu cabelo. Ele está bem mais rechonchudo e seus cabelos estão curtos e grisalhos, como os do George Clooney, ele insiste. Ele ainda tem o mesmo sorriso largo e o coração generoso. Ele e Christina me levaram em uma viagem de um dia inteiro no estilo nordestino, para uma tapiocaria, uma reserva natural, à Cajueiro Maior e à Barreira do Inferno.
Depois, tem o Marcelo, que eu também vi por apenas alguns minutos. Admito que as minhas memórias anteriores dele não são tão lisonjeiras – quando foi menino, ele não parecia apreciar sua little American cousin usurpando sua atenção, e eu não apreciava o seu atrevimento. Felizmente, ambos crescemos desde então, e agora temos algo notável em comum: nossa fé. Nós dois somos rebeldes religiosos, duas ovelhinhas negras fugidas do rebanho católico.
Há tantos outros… Artur, que acordou no meio da noite quando paramos para pedir sua ajuda para conseguir os vistos dos meus pais. Henrique, que me ajudou com meus planos de viagem para Ouro Preto e para o Sul. Felipe, filho de Bete, que me ajudou a conseguir as pinturas pra Dinha antes mesmo que eu estivesse pensando nesta viagem… são muitos pra mencionar aqui.
Portanto, se o título desta entrada os seduzisse com visões de cartas ao revista Cosmo, bem, nem tanto. Basta dizer que estou encontrando mais homens, mas mantendo o foco nas amizades enquanto aprendo a navegar as corredeiras verbais. Os brasileiros da minha igreja são meus amigos, mas também meus irmãos e filhos do Pai. Quando eles falam, quando socializamos, fico observando e ouvindo algo mais profundo, buscando algo mais genuino, a verdade, a força, e uma prova de fé. Sinto que isso é tudo o que preciso buscar agora.
Muitos meses atrás, eu tentei explicar a minha amiga Rita porque eu estava aprendendo Português. Ela veio com um: “Talvez você vá encontrar um brasileiro!” Nossa! Não é má idéia! Enquanto isso, tenho muitos bons exemplos do que procurar – por causa deles, saberei reconhecer um bom brasileiro quando encontrar um.
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Beijos,
Andrea
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© Andrea Bonifacio and Sondo Saudade 2009-2010. Unauthorized use and/or duplication of this material without express and written permission from this blog’s author and/or owner is strictly prohibited. Excerpts and links may be used, provided that full and clear credit is given to Andrea Bonifacio and Sondo Saudade with appropriate and specific direction to the original content.
Interpretações (Interpretations)
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Alienigena Para Sempre
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Traduzido por Rosalia Cunha. Para inglês (escrito 2 Sep 2010, clique aqui.)
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Vivo minha vida em duas línguas de uma vez. I think, I sleep, I write, I paint, I pray, I dream. Penso, durmo, escrevo, pinto, oro, sonho.
Em ambas as línguas, online ou não, falo para duas audiências e tento me comunicar com todos os leitores; sempre mantendo os ouvidos abertos à uma concordância, uma reação, a sense of “yes”.
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Ajudo minha amiga da igreja com seu Inglês. Ela me chama de “minha professora querida”.
Costumava ser tudo sobre português – o meu português. Mas ela e o resto do clã da igreja Brazzy precisam de tanta ajuda quanto eu para aprender a se comunicar e sobreviver. Eles precisam melhorar seu inglês.
Então agora nos revezamos. Eu uso um timer de cozinha na forma de um pimentão amarelo. Giro o botão para iniciar o primeiro segmento de 10 minutos e começamos. Faço perguntas em inglês, escolhendo cuidadosamente minhas palavras e falando devagar, quase tão lentamente quanto falo em português, forçando-me a simplificar. É um bom exercício. Ela aperta os olhos e luta para lembrar as conjugações certas enquanto sorri esperançosa entre as frases. Muitas de suas respostas estão corretas, ela está melhorando todo o tempo, mas ainda é difícil, eu sei. Finalmente o sino toca – intervalo! A tensão cai de seu rosto, e minha aula começa.
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Os americanos ouvem sobre minhas aventuras e exclamam alegremente: ”Que ótimo! Que excitante!” – e então dizem: “eu gostaria de saber falar português…”
Os brasileiros, da mesma forma: “Nossa! Que bom!” – “Então, preciso praticar inglês…”
Fico decepcionada com isso – de não conseguirmos, simplesmente não podermos aprender – no entanto, porque ainda espero que seja diferente? Você não consegue entender completamente uma viagem da qual não participou mais do que eu posso apreciar plenamente uma experiência (maternidade, por exemplo) que na verdade não faz parte de minha vida.
Estou me tornando uma pessoa diferente o tempo todo. Você também. As maiores transformações nos fazem parecer como alienígenas para o mundo e para nós mesmos.
O esforço que colocamos no processo, e nossa vontade de ser esticados, esculpidos, remodelados e, por vezes, recolocados no forno do oleiro – este é o nosso terreno comum. Aqui encontramos compreensão, compaixão e encorajamento.
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Recebi um passaporte e um visto que me permitiram viajar àquele outro país. Posso até aplicar pra cidadania se quiser. Mas eu quero mais do que documentos e acesso irrestrito. Quero uma dupla residência simultânea, estar lá e aqui. Viver nos dois lugares ao mesmo tempo.
Minha identidade espelha meu desejo. É uma coisa nova feita de duas partes. Uma nova terra, um grande país formado por fronteiras indefinidas entre dois estados separados. É hora de tomar essa nova terra e chamá-la minha.
“Eu reivindico este planeta em nome do Bra-er … er … Ame-… espere…”
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Quando eu estive em São Paulo, fiquei com a filha da minha prima e a companheira com quem ela divide a casa. As duas estão lá para completar a residência para os respectivos diplomas médicos.
Gostei de São Paulo apesar de suas mazelas. Perguntei a minha prima se ela e sua colega também gostavam. Elas responderam que sim, mas o que elas querem mesmo é terminar os estudos e voltar para Natal. Isso é o que muitos em minha família tem feito: estudam muito, investindo seu tempo nas escolas do Sul e, em seguida voltam para o Norte para se estabelecer em suas profissões, casar e seguir com suas vidas. É muito difícil – e eles não tem o menor desejo – de ficar separados do círculo: família, amigos, filhos e netos. Verões intermináveis, praias, dunas, namoradinhos de infância. Tias queridas e tios engraçados – é a casa onde mora a felicidade.
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Digo que sou americana, e isso é verdade. Digo que sou brasileira e isso é uma alegre verdade.
“Sou brasileira.” Pergunto a minha amiga Rosália sobre como ela se sente, dizendo esta frase, já que está vivendo nos Estados Unidos ha muitos anos. “Eu sou a pessoa errada para perguntar”, diz ela com um grande sorriso. “Eu sempre fui ‘Miss America.’ Tudo que eu queria fazer era viver aqui, e não quero voltar.”
Há mais possibilidades para ela aqui como uma mulher solteira. As mulheres aqui são tratadas de forma mais justa, existe menos machismo. Há uma abundância de opções de carreira que não incluem um biquini minúsculo como vestimenta e é mais seguro andar pelas ruas à noite.
Meu pastor descreve as mulheres no Brasil que sofrem muito, abusadas por maridos e outros homens, e que dispõem de poucos recursos. As normas culturais e a falta de programas governamentais tornam mais difícil para uma mulher escapar desse tipo de vida.
Percorremos um longo caminho, mas é melhor manter os ouvidos abertos. Precisamos do testemunho de quem pode nos lembrar do que nos espera lá fora na selva.
Digo que “sou americana”, e esta é uma boa verdade.
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Às vezes uma palavra, todo um conceito simplesmente não existe em outra língua. Até agora, entre as coisas mais difíceis para os brasileiros traduzirem estão palavras como corny e tacky (brega e cafona).
Mas às vezes eles simplesmente esquecem as palavras. Na cozinha, repasso minha lista de compras. “Mamãe, Como se diz mushroom?” ”Hummm … Se eu ouvir, eu sei…”
No Museu de História Natural, um oceano de taxidermia, eu aponto para um animal com o corpo de um selo e presas de marfim. Dando de ombros, os membros do clã se viram uns para os outros, rapidamente repassando seus léxicos mentais e rindo de seus próprios palpites. Eles falam depressa mas aqui e ali, eu pego: “Não sei …” “Não, não é isso …” “Não me lembro … você lembra?” “Nossa! Já estou aqui ha muito tempo …”
Espero, pacientemente. Depois de dez minutos de sobrancelhas franzidas, risadinhas, e de cabeças balançando, lembro-me do dicionário de bolso de duas polegadas de espessura que está em minha bolsa. Eu o tiro para fora e percorro suas folhas cheias de orelhas.
“Uma morsa”.
Todos riem. “Ah, sim, tudo bem!”
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Estou muito acostumada a ver as coisas através minhas próprias lentes.
Observar, escrever, publicar, aguardar a resposta…. Talk, talk, talk, listen….
Silêncio… Então um clique… comentários… incentivo.
Conexão?
Silêncio total…
Alguém se habilita? Tem alguém aí?
Suspiros…
“Lembre-se,” Deus disse: “peace be with you.”
Mais suspiros…
Faça uma escolha. Obedeça. Ok, então.
Paz.
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Minha mãe pronuncia algumas palavras em inglês como se fossem português. Eu não sabia disso quando criança, mas agora entendo: “Ahfteh-noo.” O “r” amolecido e arrastado, não soa como um “r” no inglês americano. É mais parecido com uma espátula do que com uma faca de corte. O segundo “n” escondido atrás da garganta como uma criança tímida se escondendo atrás das letras “o”. Todos os “n”s finais são tímidos, ou talvez a boca seja muito gananciosa para deixá-los sair.
É uma língua fluida e sem dureza ou arestas afiadas. É aberta, fácil e adaptável; onde o que não se tem, se inventa. Minha amiga carioca compartilhou uma história comigo: Aqui nos EUA, os brasileiros fizeram uma nova palavra: parquear (pronuncia-se “parkee-ar”). No Brasil, quando encontro um bom lugar, eu estaciono o carro. Mas nos EUA, eu o “parqueio”.
A palavra não existe no Brasil, se você a usar, as pessoas não saberão do que está falando.
O velho cliché de Hollywood em que os gringos fingem saber espanhol e acrescentam um “o” no final de cada palavra afinal tem um fundo de verdade.
Isso não é uma língua. É uma ameba!
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Andrea: Complete estas frases:
1. Tenho saudades da minha …
2. Eu quero ser …
3. Mudei porque …
4. Posso dizer que sou uma pessoa diferente …
Uma brasileira: Hummm … eu não sei Inglês para isso. Pergunte de novo mais tarde, tá?
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Eles querem estar aqui. Eles querem estar lá. Nossa, eu também! Mal posso olhar as fotos que quero voltar, elas são uma provocação. Foi ha muito tempo atrás. Foi ainda ontem. Quando é que será de novo?
Vejo uma bandeira ascenando e meu coração salta. Uma menina paquerada, cortejada por uma bandeira verde com uma cadência faceira, desmaiando após um verão sem fim e com uma gramática meio desleixada. Eu sei que as imperfeições estão lá mas ainda assim continuo me envolvendo.
Outra fuga virá, tão sobrenatural como a primeira. Estou ansiosa pelo momento de ser arrebatada como Phillip, dar um salto em velocidade absurda.
Please - num piscar de olhos, Senhor.
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Beijos,
Andrea
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Brazilian Men
I can’t imagine what it was like for Dad. Consider his stolid background: Childhood on a farm in rural Washington; parents of Swiss and Anglo stock; college studies in the logic halls of electrical engineering; military experience and its expectation of strict discipline. And with this, not knowing the language that well at all! How did he get by in just starting off with these people, let alone as their relationship grew? I wish I could be a back-in-time fly-on-the-wall and watch it all unfold… what an interesting time that must have been. I know what my father’s parents were like: Dear and kind, but pragmatic, reserved, and restrained. From their quiet country home he traveled to the intense melting warmth of the equator, Earth’s widest embrace, where my mother, her family, and all their culture opened their arms to him..
He described one of those early interactions to me, one of the funniest times. It was one of the first days he went to her house to meet the family. He was sitting with her in the living room, and for every other man who came into the room, Mom said, “That’s my brother…. Oh, and that’s my brother… and that’s my brother…”
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